segunda-feira, 19 de abril de 2010

JIM ELLIOT

Por falta de espaço em nosso boletim, resolvemos postar no blog as biografias dos missionários que ainda hoje inspiram pessoas a se engajar na obra missionária. Muitos missionários foram grandemente influenciados por essas vidas e também decidiram ir além de "segurar as cordas".
Galeria da Fé é o espaço para conhecermos um pouco da história dessas vidas que muito fizeram pelo Reino de Deus.
O primeiro a fazer parte desta galeria (no boletim, ele é o 9º) é o Jim Elliot.
Vamos à sua história.


A história de Jim Elliot e seus quatro amigos é uma das histórias missionárias mais empolgantes e inspiradoras.



Jim Elliot nasceu em 8 de Outubro de 1927 na cidade de Portland, no estado americano de Oregon. Jim pertencia a uma família cristã dedicada ao Senhor; desde cedo foi instruído nos caminhos de Deus, e veio a receber a Cristo como seu salvador aos 8 anos de idade. Fred, um pastor batista, e Clara Elliot, seus pais, eram bastante cuidadosos quanto à instrução bíblica de seus filhos e exerceram forte influência na formação de suas vidas.

 
Jim revelou-se um jovem bastante talentoso, destacando-se em todas as atividades que se envolvia. Era líder de sua classe, e detentor de uma brilhante oratória. Elaborou um aclamado discurso de honra em homenagem ao presidente americano, Franklin D. Roosevelt, por ocasião de seu falecimento. Graduou em "desenho arquitetônico" na High School e depois se transferiu para a faculdade cristã de Illinois, a Wheaton College, onde se graduou com as mais elevadas honras.


Convicto de sua vocação e chamada, Jim prioriza seus estudos com o intuito de alcançar a melhor preparação possível para o seu ministério. Empenha-se no estudo do grego, já visando uma possível tradução do evangelho para alguma lingua nativa. Segundo o registro de seu diário, sua vida tinha sido profundamente impactada pelos testemunhos de missionários como David Brainerd e Hudson Taylor. Jim Elliot orava constantemente: "Consuma minha vida, Senhor. Eu não quero uma vida longa, mas sim cheio de Ti, Senhor Jesus. Satura-me com o óleo do teu Espírito...". Durante seus estudos conheceu Elizabeth Howard, que também tinha um chamado para missões transculturais. Apesar de seus sentimentos um pelo outro, aguardaram em oração a confirmação de Deus, e somente após a graduação eles se casaram. Jim e Elizabeth se casaram em 1953, na cidade de Quito (Equador) e em 1955, nasceu sua filha Valerie.


Jim recusou convites para pastorear em algumas igrejas nos ministérios da juventude. Para alguns líderes, Jim tinha um futuro bastante promissor no ministério pastoral nas igrejas do EUA. Por esta razão foi criticado quando insistia em sua decisão em levar o evangelho de seu Salvador aos índios na Amazônia. Jim convenceu dois de seus amigos (Ed mcCully e Peter Fleming) que trabalhavam com ele numa rádio de difusão do evangelho a participarem da escola linguística, juntamente com ele e Elisabeth. Mais tarde , os três amigos e suas esposas (Jim e Elisabeth casaram-se no Equador) partem ao Equador para trabalharem com os índios Quechua. No Equador, um piloto missionário, Nate Saint, e sua esposa juntaram-se ao grupo. Conseguiram estabelecer uma estação da missão entre os índios Quechua. Jim e Elizabeth trabalharam na tradução do Novo Testamento para a língua dos quechuas. Nesse tempo Jim se lembrou dos índios aucas (hoje conhecidos como Huaoranis) que tinham a fama de serem muito violentos e que não possuiam nenhum contato com o mundo exterior. Com o propósito de levar o evangelho aos índios huaoranis, o grupo começou a elaborar um plano que ficou conhecido como Operação Auca.


Roger Youderian, um novo missionário, com sua esposa pediram para se juntar ao grupo. Nate Saint, conseguiu avistar alguns índios aucas sobrevoando algumas áreas que foram demarcadas no mapa da operação. A partir de então começaram sistematicamente sobrevoar as áreas dos huaoranis durante quatro meses levando presentes. Amarrado por uma corda, um balde cheio de roupas, bugicangas, cereais e fotografias dos missionários era levado pelo avião que em vôos baixos deixava cair os presentes. Os índios aucas chegaram a colocar no balde um papagaio e alguns enfeites de suas vestimentas. Diante do progresso alcançado, os cinco jovens missionários resolvem montar um acampamento às margens do rio Curray. Através de uma estação de rádio comunicavam constantemente com suas esposas que tinham ficado na base da missão.

Pouco tempo depois, um grupo de quatro índios visitaram os missionários em seu acampamento. Os missionários deram-lhes presentes e alimentos como um sinal de paz. Outros contatos foram feitos por mais algumas vezes e um daqueles índios chegou a voar com Nate Saint em seu avião, sobrevoando sua própria aldeia. Incentivados por uma visita no dia 7 de Janeiro, os missionários decidiram ir até a aldeia dos huaoranis. Acordaram cedo e louvaram ao Senhor na manhã de 8 de Janeiro. Nate e Jim sobrevoando a área da aldeia dos aucas avistaram um grupo de 20 a 30 índios se movendo em direção ao acampamento. Através do rádio comunicaram com suas esposas e decidiram ás 16:30 entrarem em contato novamente.

Ao chegarem na praia de seu acampamento, Nate e Jim avisaram aos outros que os aucas estavam vindo. Munidos de armas decidiram não utilizá-las. Pouco tempo depois chegaram os aucas e pouco esses cinco jovens puderam fazer. Foram mortos pelos aucas naquele dia de 8 de Janeiro de 1956. Angustiadas pela demora do contato de seus maridos, suas esposas solicitaram imediatamente ajuda. Helicópteros e forças do exercito equatoriano sobrevoando o rio Curray encontraram os corpos de quatro missionários (não foi encontrado o corpo de Ed McCully). Seus corpos foram encontrados brutalmente perfurados por lanças e machados. O relógio de Nate Saint foi encontrado parado em 15:12 minutos, do que se deduz a hora em que foram mortos.

As esposas desses missionários, apesar da grande dor que sofreram, decidiram continuar com a missão, e algum tempo depois foram sucedidas na evangelização dos aucas. A tribo foi evangelizada e alguns anos mais tarde, o assassino de Jim Elliot, agora convertido ao Senhor Jesus e líder da igreja na aldeia batizou a filha de Jim e Elizabeth no rio onde seu pai tinha sido morto.


A vida e o testemunho desses cinco missionários martirizados por amor ao evangelho têm inspirado até hoje centenas de jovens a dedicar suas vidas ao Senhor da seara. Jim Elliot procurou servir a Jesus com todas as suas forças e a maior parte de sua vida e de seu ministério é contado por sua esposa Elizabeth em dois livros publicados posteriormente. Sua célebre frase, encontrada em seu diário nos inspira a entregar sem reservas a nossas vidas nas mãos do Mestre: "Aquele que dá o que não pode manter, para ganhar o que não pode perder, não é um tolo".

Biografia de Jim Elliot compilada por LUCIANO HÉRBET a partir de textos extraídos da internet

Imagens extraídas do site http://www.atanycost.org/

Referências:
•www.atanycost.org
•www.hyperhistory.
•en.wikipedia.org
•http://en.wikiquote.org/wiki/Jim_Elliot
_________________

Fonte:  http://katalage.blogspot.com/2007/04/jim-elliot.html

Esta história pode ser vista em vídeos do youtube e há também um filme "Terra Selvagem", dirigido por Steve Saint, filho de Nate Saint que conta esta história.


A FESTA DO JAPA

Foram duas noites maravilhosas. A atuação de Serginho Chaplin (rsrsrsrs), as mensagens de Lucas Hellen e do Pr. Eliabe (IB Santarém), o louvor da Banda Rios e do Ministério de Louvor e Adoração Além do Rio, o banner do JAPA que ficou muito bom, a estréia do Japa Lee (mascote do Japa), O jornal do JAPA, a camisa comemorativa, enfim... Tudo foi feito para a honra e glória do nosso Senhor Jesus Cristo! Em breve postaremos as fotos e a filmagem de Serginho Chaplin. Fiquem todos na paz do nosso Senhor Jesus Cristo!

quinta-feira, 25 de março de 2010

FESTA DO JAPA (3)

FESTA DO JAPA (2)

FESTA DO JAPA (1)

segunda-feira, 1 de março de 2010

PALAVRA DA MINISTRA



VIVENDO NOS DIAS DE HOJE
1 João 2.15-17

Sabemos que os dias de hoje são muito diferentes dos dias dos nossos pais e avós, mas creio que aqueles tempos também eram complicados de viver.
Mas em pleno século XXI podemos observar o grande desafio que é viver seguindo os passos de Jesus num dos piores tempos que o mundo já viveu. Onde a tecnologia altamente avançada, a modernização e a contextualização alcançam nossas igrejas, e principalmente os jovens, pois estamos sempre querendo estar atualizados.
Mas como nos manter contextualizados e ao mesmo tempo firmados na rocha que é Jesus? Esse é um grande desafio a ser enfrentado pela igreja. A juventude tem que mostrar que está integrada no mundo, mas sem estar com o mundo arraigado em seu coração. Tendo assim, um coração puro, um pensamento genuíno onde o mundo veja que somos diferentes, mas igual a todos. A nossa diferença é JESUS.
Em 1 Pedro 2.2 está escrito que "devemos desejar ardentemente, como crianças recém-nascidas o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para a salvação". Pois é, assim estaremos com toda a bagagem espiritual necessária para poder vencer esse mundo que vem tentando nos tirar da nossa caminhada cristã.
Sejamos jovens íntegros na palavra, no agir, no pensar, nas atitudes, nas "brincadeiras", pois seremos os pregadores de amanhã e do mesmo modo, a igreja de Cristo de amanhã.
É importante que estejamos atualizados e bem integrados, porém, dia-a-dia, compromissados com o evangelho de Cristo, pois só assim poderemos testemunhar do tão grande amor que Ele tem por nós. Amém!

Amanda Braga (Ministra do JAPA)

ENTREVISTA COM O IRMÃO JOVAN

No dia dia 27 de fevereiro tivemos o culto do JAPA. Naquela noite tivemos o privilégio de escutar o testemunho do irmão Jovan (Igreja de Cristo). Ele é o coordenador do Ministério Karena. É um lindo trabalho onde ele ajuda rapazes que querem deixar as drogas.
O irmão Jovan tem um testemunho muito forte. É um exemplo vivo do que Deus pode fazer em uma vida totalmente derrotada pelo pecado e, com seu poder e seu amor, transformar em um vaso de honra para a Sua glória.
Este valoroso servo de Deus tem passado por muitas lutas, mas também tem desfrutado do amor, cuidado e provisão de Deus, portanto, não podíamos perder a oportunidade de entrevistá-lo.

JAPA - Há quantos anos você largou o vício?

JOVAN - Faz 11 anos.

JAPA - Quais foram as dificuldades que você teve em largar as drogas e servir a Cristo?

JOVAN - A minha maior dificuldade foi a abstinência. Era muito difícil também morar em uma cela com 40 homens que se drogavam, enquanto eu lutava para deixar de usar.

JAPA - Você sentiu algum preconceito quando começou a frequentar a igreja (da parte dos irmãos da igreja)?

JOVAN - Até hoje! Não é em todas as igrejas, mas já aconteceu de eu dar o testemunho e quando fui me sentar no banco todo mundo saiu e me deixou só. Em algumas igrejas cheguei até a ser proibido de entrar, mas na minha igreja isso nunca aconteceu.

JAPA - Agora que você é um líder espiritual, qual o seu maior desafio?

JOVAN - Meu maior desafio foi Joabe. Ele chegou todo rasgado de faca e o meu maior desafio no geral é ver um rapaz desses um dia se tornar um homem de bem, é pegar o mais díficil e trabalhar com ele, como aconteceu com Joabe.

JAPA - Com toda sua experiência com esse trabalho, qual interno mais marcou a sua vida?

JOVAN - O que mais marcou a minha vida foi Tállison. Aquele menino saiu, mas tudo o que ele ia fazer ele, antes, ligava para mim. Então eu orientei ele a procurar uma igreja.

JAPA - Qual a palavra que você deixa para o JAPA?

Primeiro, eu queria ter tido as oportunidades que vocês tiveram e nunca ter experimentado as drogas. Por isso, digo que vai vir muita coisa, mas lembrem-se que sempre haverá um amigo que vai evitar que você faça uma coisa errada. Permaneçam sempre na posição que vocês estão. Vocês vão contagiar, outros jovens vão se espelhar em vocês. É muito bom termos alguém em quem possamos nos abrigar, é como uma árvore frondosa que não tem espinhos mas que dá sombra.

Agradecemos a entrevista e, desde já, o irmão está nas nossas orações. Deus te abençõe, bem como aos internos do Ministério Karena.